Renegociação da dívida

«A vida deu-nos <br> e dá-nos razão»

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Tema candente na actualidade nacional, a questão da renegociação da dívida não foi esquecida pelo primeiro candidato da CDU às eleições para o Parlamento Europeu. Perante as cerca de quatro centenas de camaradas e amigos, de todas as idades e de muitas profissões, presentes na sessão, João Ferreira notou que «há três anos, antes de quaisquer outros e enfrentando acusações e incompreensões, o PCP apresentou a renegociação da dívida como o único e indispensável caminho para evitar o rumo de afundamento e declínio que hoje temos confirmado».

«A vida deu-nos e dá-nos razão», lamentou João Ferreira, lembrando, como é de elementar justiça e verdade, que neste período «PS, PSD e CDS rejeitaram na Assembleia da República os sucessivos projectos de resolução apresentados pelo PCP» para renegociar a dívida.

«Há agora mais quem reconheça a natureza insustentável da dívida e as consequências devastadoras que lhe estão associadas. Impõe-se pois, antes de mais, o elementar reconhecimento de que o País poderia ter sido poupado a três anos de um profundo desastre», exigiu.

«Ontem como hoje, não desconhecemos as dificuldades e complexidades de uma reestruturação da dívida. Sabemos bem que uma tal opção exige um governo patriótico, que defenda intransigentemente os interesses do povo e do País e não os interesses usurários dos credores; um governo que ponha a vida dos portugueses à frente da dívida e que não ceda a chantagens, sabendo procurar aliados entre os países que hoje enfrentam dificuldades semelhantes», formulou, isto para logo em seguida referir que não foram os gastos nos serviços públicos e nas funções sociais do Estado, nem sequer os negócios ruinosos e mordomias «com três assinaturas – de PS, PSD e CDS», os principais responsáveis pela «subida em flecha da dívida pública».

«Para além da quebra de receitas provocada por uma errada resposta à crise», tal deveu-se «à monumental conversão de dívida privada em dívida pública», apontou.

Para João Ferreira, «nenhum perdão da dívida nos é devido face à especulação a que nos sujeitaram. O que se impõe é uma renegociação assumida por iniciativa do Estado português, na plenitude do seu direito soberano de salvaguarda dos interesses do País e do povo, assente num serviço da dívida compatível com o crescimento económico e a promoção do emprego, tendo como objectivo a sustentabilidade da dívida no médio e longo prazos».

Em poucas palavras, exige-se a recusa da «ideia atávica de que sempre estaremos nas mãos de terceiros», bem como de «doces ilusões da mutualização da dívida pela UE», destinada a perpetuar a «extorsão de recursos da periferia e a sua canalização para os países do centro».



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